segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

O POVO QUE APERTE O CINTO...

sábado, 21 de Novembro de 2009

Mais de 700 litros de sopa consumidos no festival de Gouveia


sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Ruas substitui Biscaia na Associação de Municípios


José Manuel Biscaia



António Ruas

NEWSLETTER_43.2009 CMC

Covilhã - Sábado - MODA COVILHÃ - Teatro Cine 21:30

O Teatro Cine da Covilhã recebe no próximo Sábado, dia 21 de Novembro, pelas 21:30 horas, um desfile de moda da colecção Outono / Inverno intitulado Moda Covilhã. Trata-se de um evento com a participação de diversas lojas da Covilhã, música ao vivo com o DJ Pedro Santos e a Tuna Académica de Medicina da Universidade da Beira Interior (Tunamus) e música contemporânea pelo Conservatório da Covilhã.

http://bandadacovilha.blogspot.com/

65º Aniversário da Banda da Covilhã


27-28-29 NOV e 1 DEZ 2009

Com uma página histórica invulgar, no movimento associativo da cidade, é a BANDA da COVILHÃ oriunda, e continuadora, da antiga “BANDA INDEPEDENTE”, a qual por motivos de ordem política, e em consequência de ordem superiores, foi encerrada em 1937, tendo na altura revertido todo o património da associação para os poderes públicos.

Um grupo de homens imbuídos pelo espírito associativo, fizeram ressurgir o Movimento Musical na Covilhã através da implementação de uma renovada “BANDA” decidida em Assembleia Geral de 28 de Agosto de 1944 e que no dia 1 de Dezembro desse mesmo ano a “NOVA BANDA da COVILHÔ saiu à Rua e nunca mais parou até aos dias de hoje.

A Banda da Covilhã comemora assim 65 anos da sua reorganização, atravessando um período de total renovação, passando por uma grande aposta na Escola de Música, Valores e Talentos e por projectos inovadores, com criatividade e que acima de tudo criem e mobilizem novos públicos.

Pilar importante no movimento cultural da cidade da Covilhã e seu Concelho, a Banda da Covilhã é hoje uma referência no campo musical, onde “a música inspira os mais novos” e onde é possível usufruir de uma aprendizagem gratuita, formadora e integradora.

Numa linha de continuidade com os principais objectivos da associação, insere-se o programa das comemorações do 65º Aniversário, onde os mais novos, a música e o futuro são pontos fortes na programação.

Destacamos o workshop “Lixo com Ritmo” no sábado – dia 28 de Novembro com o Prof. Joaquim Alves, a Exposição e o Concerto de Aniversário e no domingo, dia 29 pelas 16:00 no Teatro Cine da Covilhã sob a direcção artística de José Eduardo Cavaco, a tertúlia “O futuro das Bandas Filarmónicas” com o maestro Paulo Martins e o dia do Aniversário.

65º Aniversário da Banda da Covilhã


Sábado – Dia 28 de Novembro

10:30 - Orquestra Juvenil (sede)

14:30 - Workshop “Lixo com Ritmo” (sede) – ANEXO A

Domingo – Dia 29 de Novembro

10:00 – Missa (Igreja S. Francisco)

    15:30 – Inauguração da Exposição Nú com Dó da autoria de Sandra Mêda (Teatro Cine da Covilhã) – ANEXO B

    16:00 – Concerto de Aniversário pela Banda da Covilhã – 3º Covilhã em Directo (Teatro Cine da Covilhã) – Direcção artística: José Eduardo Cavaco – Entrega de Prémios do Concurso de Quadras Populares.

Segunda – Dia 30 de Novembro

10:00 – 20:00 – Dia aberto da Colectividade

    21:30 – Tertúlia – “O Futuro das Bandas Filarmónicas” com Paulo Martins (Foyer do Teatro Cine da Covilhã) - Momento Musical - ANEXO C

Terça-feira – Dia 1 de Dezembro

10:30 – Chegada da Banda de Pínzio

11:00 – Içar da Bandeira e Cumprimentos às Autoridades

13:00 – Almoço de Aniversário

Circuito do Algarve 2 - João Fonseca

Piloto da Covilhã vitorioso no Algarve

Quando nada o fazia prever, João Fonseca foi substituir Ribeirinho Soares na última prova do Campeonato de Portugal de Resistência no Autódromo Internacional do Algarve, fazendo assim dupla com Luís Martins ao volante do bonito CVO.
O piloto da Covilhã correu pela primeira vez no Circuito do Algarve evoluíndo rapidamente durante os treinos. "É sem dúvida um circuito fantástico, temos de conhecer bem a pista e treinar bastante para não perder tempo em relação à concorrência. Foi um fim-de-semana onde a aprendizagem e evolução tiveram que ser rapidas."
Martins com uma excelente condução obteve o melhor tempo dos treinos conseguindo assim a "Pole Position" para a equipa.
Sem a pressão de obter uma boa classificação, Fonseca apenas tinha que terminar as duas corridas do fim-de-semana para manter o Vice-Campeonato de Luís Martins. O piloto Vila Real foi o primeiro a começar ambas as corridas mantendo sempre um ritmo fantástico, para na segunda metade das corridas passar o volante a João Fonseca, que melhorou bastante o seu andamento e assim conseguiu levar o CVO até final vencendo ambas as corridas dos Sport-Protótipos. "Estamos muitos satisfeitos, correu tudo da melhor forma. O CVO esteve impecável, conseguimos um excelente resultado. Os objectivos a que nos propusemos foram superados. Foi um excelente fim-de-semana para encerrarmos os Campeonatos oficiais em grande festa."

Luís Martins arrecadou assim o Vice-Campeonato de Sport-Protótipos e João Fonseca somou as duas vitórias ao 3º lugar obtido no Circuito de Vila Real subindo ao 5º lugar final do Campeonato.

Parabéns a toda a equipa MartinsSpeed pelos resultados obtidos e por todo o trabalho efectuado durante o Campeonato de Resistência e Campeonato de Montanha em 2009.


quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

O depoimento da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, é muito claro e corajoso.


segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

DEPUTADOS EM COMISSÕES


Na passada quarta-feira (12 de Novembro) foram instaladas as comissões permanentes da Assembleia da República, onde se processa o trabalho legislativo na especialidade, assim como a fiscalização do Governo e demais organismos. Os deputados eleitos pelo distrito de Castelo Branco integram várias comissões.

Hortense Martins, PS, íntegra, como membro efectivo, as comissões de assuntos económicos, inovação e energia e a comissão de orçamento e finanças. Como suplente a comissão de trabalho, segurança social e administração pública.

Jorge Seguro Sanches, PS, é membro efectivo das comissões de assuntos económicos, inovação e energia e de agricultura e pescas, e membro suplente da comissão de orçamento e finanças.Os dois deputados eleitos pelo PSD pelo círculo eleitoral de Castelo Branco integram quatro das treze comissões permanentes.

Carlos Costa Neves, PSD, é membro efectivo da comissão de assuntos europeus, presidida por Vitalino Canas do PS, e suplente na comissão de agricultura e pescas que Pedro Soares, do BE, preside.

Carlos São Martinho Gomes, PSD, tem assento como membro efectivo na comissão de assuntos económicos, inovação e energia, que o socialista António José Seguro preside; e é membro suplente da comissão de obras públicas, transportes e comunicações, com presidência de José Matos Correia do PSD.

Paulo Pinheiro

sábado, 14 de Novembro de 2009

DUPLA CRISE


Jornalista Paula Brito
Portugal precisa de um novo modelo de desenvolvimento económico. A ideia foi defendida pelo presidente do instituto Sá Carneiro, na universidade da Beira Interior. De acordo com Alexandre Relvas, que participou no décimo primeiro encontro nacional de estudantes de economia e gestão, Portugal vive uma dupla crise. (OUVIR NOTÍCIA)

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

NEWSLETTER_42.2009 CMC

Workshop “Lixo com Ritmo” Concurso Literário A Banda da Covilhã, no seguimento do projecto “Orquestra do Lix



http://bandadacovilha.blogspot.com/


A Banda da Covilhã, no seguimento do projecto “Orquestra do Lixo” – um projecto lançado em 2007 e com uma vertente músico-ambiental, leva a efeito o 1º Workshop “LIXO com RITMO” com Joaquim Alves. O mesmo terá lugar no âmbito das comemorações do 65º Aniversário da Banda da Covilhã, no sábado dia 28 de Novembro, a partir das 14:30. Totalmente gratuito mas com número de inscrições limitadas (máximo 30 participantes) que podem ser feitas na sede ou via e-mail para rui.patricio@hotmail.com

LIXO COM RITMO - Tendo como base ritmos como o Hip-Hop, Kuduro, Funky, Samba Reggae, entre outros, que estão associados à cultura urbana e alternativa, associando estes rimos a objectos usados no nosso dia a dia como, bilhas, garrafas, bidões, colheres de pau, sacos plásticos, tambores de máquinas de lavar loiça e roupa, latas etc.., e também sons do corpo que irão substituir os instrumentos convencionais, iremos construir uma peça rítmica e melódica, para apresentar no final do workshop.

Além do objectivo lúdico - musical, este workshop tem como 2º objectivo sensibilizar as pessoas para a importância do acto de reciclar. Separar, reciclar, reutilizar é o processo que segue o lixo, aplicando este mesmo processo vamos separar os sons dos plásticos, metais, papel, vidro, reciclando esses sons iremos reutilizar os que mais se adaptem às construções rítmicas e melódicas que usaremos no workshop, para que no final seja possível apresentar uma pequena peça musical de aproximadamente 20 minutos.

JOAQUIM ALVES - Começou os seus estudos musicais em 1989 na Escola Profissional de Música de Espinho, em 1993 foi estudar para o Conservatório de Roterdão e em 1994 ingressou na ESMAE. Durante estes anos teve como professores, Carlos Voss, Elisabeth Davis, Miguel Bernat, Robert van Sice, Emannuel Séjourné. Participou em Vários estágios da OPJ (Orquestra Portuguesa da Juventude) e da Orquestra de Harmonia da CEE entre os anos de 1989 e 1994. Trabalhou como músico convidado variadíssimas vezes com a Orquestra Gulbenkian, Régie Sinfonia, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Sinfónica de Lisboa e Orquestra do Norte. Desde 2000 tem estudado música popular brasileira e percussão teatral com percussionistas brasileiros, como Vinícius Barros, Rogério Boccato, Dalga Larondo entre outros.

Ultimamente tem dado workshops de percussões brasileiras, Cajon Flamenco e Peruano, ritmos e percussões alternativas, em alguns festivais como o “ANDANÇAS”, e em algumas escolas como “Os Gambozinos”, no 1ºfestival de percussão de Tomar “TOMARIMBANDO” e trabalhou durante 1 ano com o projecto social Pular a Cerca com crianças do bairro do Cerco no Porto, desenvolvendo um trabalho com percussões alternativas.

Em 2007 e 2008 foi monitor dos workshops de princípios do ritmo, ritmos urbanos e ritmos do mundo na Casa da Musica no Porto inserido no serviço educativo da mesma. Em 2008 foi o monitor dos DIAS DA PERCUSSÃO no Conservatório Regional de Música de Vila Real e participou também como monitor nas férias lúdico-desportivas promovidas pela câmara da Trofa, dando workshops de percussão. No decorrer deste ano participou também no terceiro curso de formação de animadores musicais orientado por, Paul Griffiths, Sam Mason e Tim Steiner promovido pela casa da música.

É professor de Percussão desde 1993 na Escola Profissional de Música de Espinho, e coordenador da classe de percussão da mesma escola desde 2002.



Concurso Literário “ Quadras Populares” da BANDA DA COVILHÃ

Regulamento do Concurso

1 – ENQUADRAMENTO - O Concurso Literário “Quadras Populares” é um concurso integrado no evento “Aniversário – 65 anos da Banda da Covilhã”, a decorrer nos dias 28-29-30 de Novembro e dia 1 de Dezembro de 2009, organizado pela ARMC – Banda da Covilhã, aberto à participação de toda a população Sénior da Covilhã.

  1. – OBJECTIVOS
    1. O Concurso tem como objectivos a dinamização da Língua Portuguesa e incentivar esta faixa etária a valorizar competências técnicas e de criatividade.
    2. Os trabalhos a concurso que vierem a ser seleccionados serão dados a conhecer no Concerto de Aniversário a realizar no Teatro-Cine no domingo – dia 29 de Novembro pelas 16:00, com a entrega de prémios.

  1. – CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
    1. Podem participar neste concurso todos os Seniores a partir dos 60 anos, em grupo ou a nível individual.
    2. Os itens requeridos para a elaboração das quadras populares são os que se enumeram a seguir:
  • A quadra a concurso terá de incluir obrigatoriamente duas das seguintes palavras – “Banda da Covilhã”; “Até os Santos Dançam”; “Festival da Cherovia”; “65 Aniversário”; “Escola de Música, Valores e Talentos”; “Pautinha”
  • Cada participante só poderá concorrer com um número máximo de duas quadras (dactilografadas ou manuscritas em letra legível) e entregues dentro de um envelope, em folha A4 separada, usando um pseudónimo.
  • No envelope será mencionado apenas o seguinte “1º Concurso Literário “Quadras Populares” da Banda da Covilhã”, acrescido do pseudónimo adoptado pelo concorrente.
  • Dentro do envelope referido no ponto anterior, deverá ser colocado outro envelope fechado contendo: - No exterior o pseudónimo do concorrente; - No interior, a identificação do concorrente (nome completo, idade, grupo ou individual).

  1. – ENTREGA DE TRABALHOS

1. Os trabalhos devem ser entregues até ao dia 25 de NOVEMBRO até 20:00:

Por mão própria na sede da Banda da Covilhã

Por carta – Banda da Covilhã – Rua de S. Salvador 17 6200 Covilhã

Por e-mail – guida.robbins@gmail.com

  1. – JÚRI

O Júri será composto da seguinte forma:

- Um elemento da Direcção da Banda da Covilhã – Vice-Presidente que será a Presidente do Júri.

- Dois Professores de Língua Portuguesa que serão apresentados nessa qualidade.

O júri reúne no dia 27 de Novembro para ponderação e escolha das melhores quadras.

A deliberação do Júri será divulgada no dia do Concerto do 65 Aniversário da Banda da Covilhã – 29 Novembro

Nesse mesmo dia, será também divulgada a composição do Júri que procedeu à avaliação das quadras.

Da decisão do Júri não cabe recurso.

  1. – CRITÉRIOS DE SELECÇÃO

É da competência do Júri responsável a análise criteriosa dos materiais sujeitos a concurso, podendo proceder a eventuais correcções linguísticas nos trabalhos vencedores, com vista à sua apresentação pública.

(serão tomadas em consideração aspectos como: ortografia, sintaxe, criatividade)

  1. – ATRIBUIÇÃO DE PRÉMIOS

Serão atribuídos prémios à primeira e segunda melhores quadras.

Será atribuída uma Menção Honrosa a todos os participantes

O Júri reserva-se o direito de não atribuição de prémios, caso os trabalhos apresentados revelem não possuir os requisitos exigíveis.

  1. – CERIMÓNIA DE ENTREGA/DIVULGAÇÃO DOS PRÉMIOS

Na Cerimónia da Entrega de Prémios estão presentes:

- O Presidente da Direcção da Banda da Covilhã

- O júri do Concurso

Aquando da cerimónia, serão lidas as quadras premiadas pelos seus autores

    Prémios

  1. Um cheque no valor de 50 músicos
  2. Um cheque no valor de 30 músicos

Entrega de um Certificado – Menção Honrosa

O factor Vara


Miguel Sousa Tavares
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O factor Vara

8:00 Segunda-feira, 19 de Jan de 2009



















Ultimamente tenho sido industriado num conceito novo sobre a vida que é também uma filosofia de vida: ser "leve". Ser "leve" é o contrário de ser "pesado", é, parece, a capacidade de levar as coisas sempre de uma forma ligeira, de não se preocupar demasiadamente com nada nem dar demasiada importância a coisa alguma. Aconteça o que acontecer, façam o que fizerem, as pessoas "leves" levam tudo na despreocupada: nada deve ser suficientemente grave ou importante para que deixem de rir e de sorrir todo o tempo e em todas as circunstâncias. Trata-se de um conceito moderno e urbano, que a mim me deixa um pouco baralhado, até porque nos últimos anos tenho aprendido a preferir cada vez mais a chuva no campo do que os dias cinzentos na cidade. É verdade que os portugueses sorriem pouco e que sorrir faz bem à saúde e torna as pessoas mais bonitas. Mas lembro-me de a minha mãe dizer que os que vivem eternamente felizes e despreocupados, sempre a rir ou a sorrir, ou são parvos ou são inconscientes. Sim, porque é difícil distinguir onde acabam as virtudes de ser "leve" e começa a estupidez de ser leviano. A fronteira não é clara e há-de ser estreita.

Mas de uma coisa estou certo: só se pode levar as coisas numa "leve" quando se tem condições para tal. Quem vive em quadros de miséria e carência, quem tem da vida urbana uma paisagem de subúrbios desumanizados, quem tem problemas sérios de saúde, quem viu morrer um filho ou alguém muito próximo e amado, quem viu morrer uma após outra todas as ilusões, ou não é "leve" ou anda a Prozac. Poder ser "leve" é um privilégio, não toca a todos.

Mas tenho andado a pensar seriamente no assunto - tentando, claro, pensar de uma forma "leve", para que faça sentido. Muita gente, e leitores meus, acham que eu me indigno vezes de mais com coisas de mais. Não valeria a pena. Há um tipo que escreve sobre mim num blogue e que se irrita sobremaneira com o que ele acha ser a minha indignação permanente e traça de mim um retrato, até físico, que me deixa abalado. Preocupam-me, então, duas coisas: a minha recorrente indignação, tal como ele a descreve, e o facto de a minha indignação acarretar a indignação dele. Vou tentar mudar, a bem dos dois.

Em vez de dizer que as coisas me indignam ou revoltam, vou passar a dizer suavemente que elas me deprimem. Por exemplo: a história de Armando Vara, promovido ao nível máximo de vencimento na Caixa Geral de Depósitos e para efeitos de reforma futura, depois de já estar há dois meses a trabalhar na concorrência do BCP, é uma história que me deprime. Não, não, acreditem que, apesar de isto envolver o dinheiro que pago em impostos, esta história não me revolta nem me indigna, apenas me deprime. E de forma leve. Eu explico.

Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".

Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!

Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.

P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250.000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009


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Fundão 2009-11-04

Acção social e emprego são prioridades de Frexes


Tomou posse sexta-feira

JF Semanal

Primeiro bebé proveta da Beira Interior em 2010

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O Centro Hospitalar da Cova da Beira aguarda, a todo o momento, a licença do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida para iniciar os tratamentos de fertilidade na sua Unidade de Medicina de Reprodução, a primeira no interior do país. Apenas Lisboa, Porto e Coimbra têm unidades deste cariz que tratam um problema que não é incomum entre os casais portugueses. Só na Beira Interior estima-se que cerca de 1.300 casais possam ter problemas de fertilidade que necessitarão de acompanhamento médico, nos mais diversos graus.

Quanto ganham os nossos autarcas
Muito? Justo? Pouco? Cada eleitor terá a sua opinião. Uns dirão que ganham pouco para as pesadas responsabilidades que têm, outros acharão que não. Os salários dos presidentes de Câmara estão calculados com base no do Presidente da República. O vencimento dos autarcas das câmaras e das juntas de freguesia variam consoante o número de eleitores dos seus territórios.

Ouro apreendido e suspeitos identificados no Fundão
O destacamento da GNR do Fundão apreendeu várias peças de ouro, loiça e decoração alegadamente provenientes de um conjunto de furtos no interior de residências que se têm registado durante os últimos meses, na cidade e nas freguesias da Orca, Donas e Castelo Novo. Um conjunto de mais de 10 furtos, que terão rendido aos larápios mais de 20 mil euros.

Entrevista a Fernando Sena: “Não deixámos que o teatro morresse"
Fernando Sena é um nome incontornável quando se fala de teatro na região. Ligado ao Teatro das Beiras desde o primeiro dia - o já longínquo dia 7 de Novembro de 1974 - conseguiu afirmar a companhia no País, dobrando cabos das tormentas, óbices naturais a quem se presta a fazer da cultura uma coisa viva. 35 anos depois, o balanço de uma já respeitável jornada.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Teatro



Almoço de Autarcas do PSD



MAIS DEBATE E CONGRESSO
Os presidentes das câmaras da Covilhã, Mafra, Portalegre, Cantanhede, Arganil, Almeida, Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo e Penalva do Castelo pedem a realização de um congresso do PSD antes das eleições directas para a escolha do líder do partido. A ideia saiu da reunião promovida por Carlos Pinto, na Covilhã, em que participaram nove autarcas sociais democratas.

No final do encontro, segundo o DN, o presidente da CMC anunciou que o grupo de nove autarcas presentes vai solicitar à líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, a marcação de um congresso nacional, de preferência no mês de Janeiro, dado que é necessário “ canalizar toda a ebulição que existe e muita dela não está expressa por parte das bases”.

Nova reunião do movimento está marcada para o próximo dia 21 de Novembro, em Cantanhede, “procurando obter a adesão de mais autarcas”, disse Carlos Pinto.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Espaço das Idades


MAGUSTO ESPAÇO DAS IDADES


CONVITE
NO PRÓXIMO DIA 11/11, (DIA DE SÃO MARTINHO) O ESPAÇO DAS IDADES LEVA A EFEITO UM MAGUSTO DESTINADO A TODOS OS IDOSOS, A PARTIR DAS 15H00. QUE VENHAM TODOS SABOREAR A MELHOR CASTANHA DA ZONA DO POÇO DO INFERNO – VERDELHOS. HAVERÁ SURPRESAS AGRADÁVEIS PARA TODOS OS QUE COMPARECEREM. ESTE CONVITE É TAMBÉM DIRIGIDO A QUEM, VOLUNTARIAMENTE, TEM CONTRIBUÍDO PARA O ENGRANDECIMENTO DAQUELE ESPAÇO

Deus que é Deus não agradou a todos



Deus que é Deus não agradou a todos. Por isso, também eu, humilde cidadão deste mundo, não tenho a pretensão de o fazer.
Digo isto porque, infelizmente, ainda há boa gente que se entretêm a “brincar” com os sentimentos daqueles que lhes deram o ser, que os trouxeram ao muito, que os acarinharam, que os criaram (melhor ou pior, em função das possibilidades económicas), que fizeram deles homens para a vida.
Nem todos podem apreciar o que de bom se possa fazer em benefício dos que agora pertencem á classe da idade maior. Quiçá, por inveja, aparecem nos blogs a zombar do que de bom se vai fazendo no nosso país.
É verdade, meus amigos, foi o Presidente Carlos Pinto e não outro, quem, durante os seus mandatos, concedeu condições de melhor vida ao idoso com a atribuição de diversos benefícios a quem aufere uma reforma de miséria.
O poder central nunca teve a capacidade de proporcionar transportes gratuitos aos idosos, redução no preço da água, habitação social condigna com rendas adequadas aos rendimentos de cada um. Passeios a preços convidativos (muitos só agora puderam sair da sua terra). Convívios que arrastam multidões (e não é necessário alugar autocarros para transportar aderentes das aldeias mais próximas), etc. etc....
O Espaço das Idades não é, nem mais nem menos que um complemento para a melhoria das condições de vida dos que trabalharam uma vida inteira para criar os que agora criticam, quando nos é possível encontrar ali uma actividade que lhes ocupe o seu tempo, o tratamento da saúde dos olhos, da boca, também com fisioterapia, com massagista/calista, com psicóloga, com assistente social, mas também com a oficina de electricista onde repara os seus electrodomésticos, mas também a cabeleireira para cortar e pentear, tudo isto a preços que vão ao encontro das bolsas de todos os que agora recebem reformas de miséria. O idoso também pode ali almoçar por um preço simbólico. Os mais carenciados também podem levantar gratuitamente roupa e calçado devidamente tratado. O bar funciona a preços de manutenção.
O mundo inteiro felicita esta iniciativa, inédita, mas com muita eficácia. E estamos ainda a trabalhar para melhorar ainda mais as suas condições de vida. Enquanto no nosso hospital as operações ás cataratas estão com um atraso de dois anos, vamos agora poder fazê-lo, no imediato, de forma gratuita. Estamos a estudar com as diversas companhias de seguros um seguro de saúde para os nossos idosos, com condições óptimas (que muito em breve iremos anunciar) com abrangência ilimitada quanto á idade. Todo o nosso esforço tem apenas um único alvo – o bem-estar dos nossos idosos.
E ainda há quem tenha inveja? Quem critique? A esses, convido-os a virem para junto de mim, como voluntários, a trabalhar na melhoria deste e de outros projectos/iniciativas.
Muita água corre na ribeira da carpinteira...
Que o nosso blog possa contribuir levar bem longe a nossa mensagem. Que lá longe os portugueses que labutam por uma vida melhor possam ter consciência do que de bom se faz no nosso concelho, no concelho da Covilhã, sob a batuta de um mestre (Carlos Pinto) que não precisou de estudar a forma de fazer muito e bem para o seu desenvolvimento. Outros estudam para fazerem crítica destrutiva. A esses, o nosso bem-haja por dizerem mal de nós.
António Rebordão
http://espacodasidades.blogspot.com/

António Capucho AO DN



António Capucho é um dos fundadores do PSD e um dos vencedores das últimas autárquicas. Não quer um único candidato para a nova liderança do seu partido nem vê problema num debate interno com muita vivacidade nestes meses que decorrem até à substituição de Manuela Ferreira Leite

Em Março de 2008 disse que o PSD devia concentrar-se mais em fazer oposição ao Governo e menos nas questões internas. É uma posição que continua actual?
Continua actual, embora neste momento o PSD tenha de se preocupar com a questão interna da sucessão e preparar-se para a encontrar.
Esta liderança está mesmo condenada?
Estou a partir do pressuposto do que disse Manuela Ferreira Leite, de não se recandidatar.
Não acredita que venha a surpreender?
Não acredito que nos possa surpreender e faço fé nas declarações públicas de vice-presidentes do partido que assim o indicaram.
Considera que não seria a melhor líder para este novo período pós-eleitoral?
Não faço comentários sobre isso porque não vale a pena especular, nem o farei a propósito de outros nomes enquanto não mostrarem a disponibilidade para se candidatarem.
Aguiar-Branco parece estar disponível.
Não. Que eu saiba, neste momento, há um candidato manifestamente assumido: Pedro Passos Coelho. Não conheço mais nenhum.
Será o único a entrar na corrida?
Admito que possam surgir outros, Aguiar-Branco e Marcelo Rebelo de Sousa. Há vários militantes do partido com experiência governativa e credibilidade pública para esse cargo. Veremos se têm disponibilidade?
Não fala em Paulo Rangel...
Não, porque declarou que não quer. Admito que seria um candidato com boas credenciais, já mostradas nas eleições e na bancada do PSD.
Como player, está a guardar-se?
Acabou de ser eleito para o Parlamento Europeu e não acha o momento oportuno. É uma explicação plausível e aceitável.
No caso de Marcelo Rebelo de Sousa, quereria, mas não estão reunidas condições?
A condição sine qua non seria haver um entendimento ou um consenso generalizado à sua volta, e isso não acontece porque existe Pedro Passos Coelho. Não me parece uma justificação satisfatória para quem tem ambição legítima de ser presidente do PSD afastar-se, tendo condições, credibilidade e currículo. Ou seja, querer disputar as eleições sozinho. Admito que possa mudar de opinião.
Apesar de acusar os barões do PSD de minarem a vida partidária. É uma desculpa?
Não sei, acho que é uma visão muito redutora do que é o PSD. É normal que à volta de putativos candidatos à liderança se alinhem apoios, e eu próprio, quando tiver o quadro completo, não deixarei de apoiar um deles. Não acho isso perturbador para a unidade do partido.
Não era previsível que um partido com tantas figuras históricas e graúdas entregasse o poder a um dos mais novos?
É perfeitamente normal. Hoje em dia, ou se tem um grande espírito de dedicação ao partido e de envolvimento cívico na sociedade, ou procura-se outra ocupação que não seja a política.
A escolha de Pedro Passos Coelho não decorre dum efeito mimético com Sócrates?
Não vejo grandes afinidades entre Passos Coelho e José Sócrates senão na juventude. Não me parece que se norteie a escolha do próximo líder do PSD por aquele que mais facilmente se aproxime da personalidade de Sócrates, até porque duvido que este venha a ser o próximo competidor do PSD para a disputa do cargo de primeiro--ministro.
Não crê que Sócrates tenha futuro como primeiro-ministro após esta legislatura?
Não é muito normal repetir depois de um segundo mandato, isto se levar este mandato até ao fim. De resto, há quem no PS esteja a pensar limitar o número de mandatos do primeiro-ministro…
O próprio José Sócrates.
Por isso mesmo, admito que, se chegar ao fim destes quatro anos, possa ser outro. Mas não é mais do que uma previsão ou um palpite.
Surpreendeu-o que ganhasse as eleições?
Não ganhou, antes houve uma conjugação de factores que o serviu. Embora tenha ganho de forma pouco expressiva, como aconteceu, foi o partido que ficou em primeiro lugar. Só me surpreendeu que o PSD nas eleições para o Parlamento Europeu tenha ficado claramente à frente do PS e nas legislativas não o conseguisse. Evidentemente, são eleições de natureza diferente mas teve o mérito de conseguir ultrapassar Manuela Ferreira Leite na recta final.
Um mérito que foi mais de Ferreira Leite.
Manuela Ferreira Leite não teve mérito nenhum. Perde, assume a quota-parte de responsabilidade, e o mesmo acontece com a direcção do PSD e com o partido inteiro. É preciso reconhecer que, quando se ganham umas eleições, não é apenas pela qualidade da campanha e dos méritos dos candidatos, há um conjunto de factores onde também os adversários contam.
Houve ausência de credibilidade?
Não da parte da Manuela Ferreira Leite. A transmissão da imagem e as vicissitudes da campanha não foram favoráveis. Mas não apenas, também na oposição verificámos que o Bloco de Esquerda, que retirou votos ao PS, não teve o mesmo impacto nas autárquicas.
O próprio CDS também tirou votos ao PSD?
Admito que sim, pois o líder do CDS teve uma campanha bastante dinâmica, com propostas alternativas muito viradas para um eleitorado de direita e que colheram num eleitorado do PSD.
Não receia que o CDS consiga tirar cada vez mais votos e ser o partido de direita?
Não. Que haja à direita do PSD um partido forte como o CDS não me preocupa, é útil. É um parceiro preferencial do PSD em governos de natureza local, como acontece aqui em Cascais e também no Governo, como já aconteceu no passado e, estou convencido, acontecerá no futuro. Mas o partido hegemónico na faixa do centro-direita e direita continuará a ser o PSD, a não ser que cometa haraquiri. Não acredito que o vá cometer nas próximas eleições internas.
Nem com a profusão de candidatos?
Está a especular-se muito à volta da liderança de uma forma que considero desgostante. Haver só um candidato à liderança é coisa que acontece nos partidos totalitários, e a riqueza interna dos partidos interclassistas aponta para que surja mais do que uma candidatura. Isso é saudável.
Mas esta não é uma situação de excepção?
Não é situação de excepção! Uma situação de excepção, e que perturba o PSD, é depois de escolhido o líder haver diferenças de opinião expressas de forma excessiva e corrosão interna.
Mas Manuela Ferreira Leite tinha um perfil que parecia ir pôr ordem na casa.
Tem óptimas qualidades de liderança, mas só perdemos tempo ao insistir na hipótese de ter uma liderança com Manuela Ferreira Leite, se não está para aí virada. Agora é para os militantes que nos devemos voltar, e cada um terá a sua preferência. Se surgir só uma, não será positivo para o PSD. Não nego a Marcelo o interesse que possa ter, em casos de excepção, um grande conclave entre as figuras do partido no sentido de tentarem acertar uma candidatura de consenso, mas isso não obstaculiza a que apareçam outras. É um processo normal na formação da vontade dos militantes para a escolha da liderança.
Refere os militantes, mas esse não é o seu caso. Teve grandes responsabilidades no PSD e uma grande vitória autárquica...
Sou um fundador do PSD, com um currículo diversificado e relevante - não nego isso, sem falsa modéstia - e terei o papel que sempre tive nas eleições: emito a minha opinião publicamente. De facto, muitos grandes dirigentes do partido a nível local reforçaram a sua votação nas autárquicas e acho que representam uma força política de dimensão subaproveitada dentro do PSD.
O que quer dizer com subaproveitada?
Na medida em que pela nossa implantação no terreno temos uma representatividade em termos políticos e democráticos que não tem sido suficiente ou convenientemente aproveitada.
A sua estratégia foi coligar-se com o CDS. Essa podia ter sido uma solução prevista por Ferreira Leite para as legislativas?
Sim, foi essa a minha opinião. Emiti-a oportunamente, no seguimento de coligações similares que já tiveram lugar, a primeira das quais quando era secretário-geral, e fui o seu principal negociador. Tivemos sucesso com Sá Carneiro e mudámos, pela primeira vez, a tendência do País de governar à esquerda para governar com uma coligação centro-direita. Mas não foi essa a opinião maioritária do partido. Não me ouviram criticar, mas não me parece que tenha sido a melhor solução, provavelmente teríamos hoje o primeiro-ministro.
O Governo não conta com o apoio do PSD. Não teria sido uma boa estratégia encontrar uma plataforma de entendimento em vez de dizer simplesmente não?
Com este Governo não dissemos simplesmente "não", mas "ganharam as eleições, apresentaram um programa que não tem a ver com o nosso, e o País entendeu proporcionar--lhes maioria relativa: compete-lhes governar". O Presidente da República empossou-os, como não podia deixar de ser, e fizeram aquele rodriguinho de propor coligação desde o Bloco de Esquerda até ao CDS, o que me pareceu caricato.
Acha que não foi um gesto democrático?
Não é democrático, é caricato! O PS, se queria fazer uma coligação, tinha de escolher quem seria o seu parceiro. À esquerda ou à direita? Tinha de tomar uma opção política e não propor a coligação à esquerda e à direita ao mesmo tempo. Não pode ao mesmo tempo propor a Paulo Portas o mesmo que está a propor a Francisco Louçã, não me parece que seja razoável. Sócrates não queria fazer coligação com ninguém e queria apresentar o programa que apresentou.
Os analistas dizem que o programa do PS e o do PSD são muito parecidos!
Serão comentadores pouco avisados e atentos. Não há uma diferença abissal entre orientações estratégicas e políticas - o que estou a dizer não é pecaminoso -, mas há diferenças substanciais. E, portanto, não há da nossa parte uma submissão ao PS, muito especialmente ao liderado por Sócrates.
Após o programa, surge o Orçamento. O PSD vai ter uma atitude mais drástica?
Se o programa passa, obviamente o PSD tem de ter em conta que o viabilizou. Apesar de tudo, o Orçamento tem uma configuração diferente, e após a votação na generalidade, em que se poderá abster, ao baixar à comissão, há que tentar melhorá-lo. A questão fundamental é que deixe de ser um orçamento artificial e que os partidos da oposição estejam atentos à contabilidade criativa, que não pode prevalecer neste documento. Estou convencido de que o PS vai ser receptivo a ajustamentos no Orçamento que permitam aos partidos apresentar propostas coerentes e construtivas e ver as suas sugestões acolhidas. Teremos, provavelmente, uma versão final com um Orçamento de rigor por imposição das oposições, que não corresponderá à proposta inicial do Governo, e se isto acontecer, o mais provável é que o PSD não vote contra o Orçamento.
Será um orçamento em que deverá aparecer o TGV, o novo aeroporto e as grandes obras públicas. Deve avançar-se nelas?
Não. Sou absolutamente contra algumas das grandes obras públicas e estou convencido de que não se farão.
O caso do TGV e do aeroporto?
Se se demonstrar que o actual aeroporto não comportará o aumento do fluxo aéreo previsto, sou favorável. E espero ter um comboio directo daqui até lá, como previsto pela Refer e CP numa hora e oito minutos. Em relação ao TGV, o importante é acelerar e melhorar a linha existente.
Não é estranho que o comboio venha de Paris e pare em Badajoz, deixando Portugal separado da Europa?
Não tem de estar separado da Europa! A questão é se, com o endividamento do Estado e as contas públicas actuais, é possível e prioritário o investimento público ser encaminhado para aí. E a minha convicção é de que não é prioritário, longe disso. Para combater a crise, à semelhança do que outros países fizeram, não é através de obras megalómanas mas das pequenas, nomeadamente através das autarquias, que as podem fazer mais depressa e melhor.
Tem essa opinião porque é autarca?
Tenho essa opinião porque sou autarca e sei exactamente para que servem as auto-estradas antes de fazerem as obras nas estradas que são do Estado e muito mais urgentes. Porque sou autarca, sei como estão as escolas secundárias que são do Ministério da Educação e como não se investe a sério na habitação social.
O exemplo das auto-estradas e das grandes obras já se colocou no Governo de Cavaco Silva e foi um motor do desenvolvimento.
Admito que sim, só que estamos a falar em grandes obras em tempo de vacas gordas, na altura, e grandes obras em tempo de vacas magras, agora. Tudo tem o momento próprio, mesmo que uma ligação directa de Lisboa à Europa através de Madrid seja importante.
Designadamente para Cascais?
Não vejo que tenha tanto interesse para Cascais, que já tem um boom de visitantes espanhóis graças a uma auto-estrada que tem uma utilização absolutamente deficitária mas que nos é muito útil, aquela que transporta de Badajoz para Lisboa visitantes de toda a Extremadura Espanhola e de Madrid.
Acredita que José Sócrates vai acabar a legislatura de quatro anos?
Sinceramente, espero que sim. Não depende só do primeiro-ministro, mas de várias circunstâncias. Infelizmente, já começo a ver que se está a vitimizar na perspectiva de ter um cenário Cavaco Silva 2. É uma situação que conheço bem porque era líder parlamentar de Cavaco Silva quando estava num Governo minoritário e assisti à demissão do Executivo, que, a partir daí, passou de 30 e tal por cento para 52%. Só que ele não precisou de se vitimizar para o eleitorado castigar quem tinha deitado abaixo o Governo, o PS e o PRD. Já começo a ver alguns sinais de procura de vitimização, que nem são novos, porque já vêm da legislatura anterior.
Acha que José Sócrates aprendeu bem a lição de Cavaco Silva?
Não aprendeu - penso que tem tudo menos de parvo - e sabe perfeitamente que o eleitorado não gosta que se dispute o poder de forma violenta ou ilegítima a quem o recebeu democraticamente. Para o interesse nacional, era útil que fizesse o seu trabalho e tivesse em linha de conta que é um Governo minoritário. Não afino pelo diapasão dos que dizem que, pelo facto de ter apresentado o mesmo programa, está a ser arrogante. É normal que o tenha feito, reconhecendo que depois não vai poder aplicá-lo porque durante o Orçamento vai ter condicionantes graves. Se não governar arrogantemente e tiver em conta, com a habilidade e a ajuda de Jorge Lacão no Parlamento numa postura diferente do que teve o antecessor, admito que possa governar quatro anos.
As relações entre Cavaco Silva e José Sócrates não favorecem o ambiente político?
Até agora apareceu uma ou outra crispação, que é normal entre duas pessoas que têm responsabilidades de natureza diferente, legitimidades diversas e pensamentos políticos não coincidentes. Mas, no essencial, o bom ambiente criado ultrapassou as minhas expectativas nas relações entre os dois. O primeiro-ministro e os membros do Governo, que nem sempre são muito simpáticos publicamente, têm tido com o Presidente da República uma atitude extremamente construtiva. O próprio Presidente da República, como se viu no discurso de posse, tem uma atitude construtiva. Ou seja, as relações serão melhores do que se está a imaginar.
Houve um "melhor comportamento" por parte de Cavaco Silva ou de Sócrates?
Dos dois. Reconheço que Sócrates teve sempre uma atitude respeitadora quando surgiu uma pequena fricção e há total reciprocidade da parte do Presidente da República.
O episódio das escutas esticou ao máximo a corda da relação entre ambos?
É um episódio que poderia indiciar junto da opinião pública comportamentos menos correctos por parte do Governo. Não foi essa a intenção do Presidente da República, foi um episódio infeliz e que poderia ter sido evitado.
Infeliz da parte de Cavaco ou de Sócrates?
Da parte da Presidência da República, que o levantou. Mas mesmo esse, que foi um incidente com alguma gravidade, foi superado de forma diplomática pelos dois. Cumpriram o seu papel como homens de Estado.
Os esclarecimentos de Cavaco Silva, embora tardios, resolveram a questão?
Acho que sim porque deixámos de falar no assunto. Se me pergunta se percebi alguma coisa daquilo, não percebi nada. Mas também não quero perceber e tenho mais para me entreter.
Na altura disse que não era um "disparate de Verão". Foi muito assertivo na questão.
Fui e mantenho. Não posso partir do pressuposto de que o Presidente da República levanta um problema sem fundamento. Há, no entanto, questões de Estado que devem ser tratadas com muito discrição e não na praça pública.
Discrição mesmo depois do e-mail que foi revelado sobre um assessor do Presidente a encomendar uma notícia?
Claro que não há discrição a partir do momento em que é revelado. Acho que a opinião pública tem o direito de saber e de perceber, porque o cidadão comum não gosta de ficar mal esclarecido sobre uma questão que teve foros de grande relevância, e, por isso, o Presidente fez uma declaração solene. Não sei se o assunto está arrumado, nem quero saber. Quanto às escutas ilegais, não me passa pela cabeça que possa haver em lugar algum.
É membro do Conselho de Estado. Para a instituição foi uma grande preocupação?
O Conselho de Estado só se pronuncia quando é perguntado pelo Presidente da República. Não foi, portanto, enquanto membro, não tenho opinião sobre a matéria.
Como conselheiro do Estado viveu uma situação complicada enquanto Dias Loureiro não se demitiu. Serviu de exemplo para tantos casos que estão a acontecer?
Não sei se serviu de exemplo. Perante essas situações concretas, não resta outra solução senão a atitude que tomaram já alguns dos que estão visados em processos. Não se trata de exemplo, mas de ser para a opinião pública inexplicável que uma pessoa envolvida de forma grave, sem prejuízo da presunção da inocência, não suspenda as funções.
Não são demasiados casos de corrupção?
É espantoso o que parece ser uma ambição desmedida e um comportamento à revelia das mais elementares regras da ética que verificamos num número não despiciendo de responsáveis empresariais, e não só. Entristece-me como cidadão e é importante que a justiça faça o seu trabalho com celeridade. E aí, tenho algumas dúvidas de que o consiga fazer com os meios que tem.
Meios ou por causa de outras razões?
A justiça portuguesa não é influenciável, minimamente. Além dos meios, há a legislação e um garantismo, porventura excessivo, de liberdades individuais.
Quando o caso Freeport esteve mais aceso, criticou o PSD por não pegar nessa bandeira.
Houve uma fase em que, manifestamente, o PSD não se pronunciava sobre a situação e era suficientemente grave para ter uma opinião. Por razões que ignoro, houve um silêncio que me desagradou porque permitiu que dissessem "aqui há gato, se o PSD está calado".
Quando semanas depois o PSD só falava de asfixia democrática.
Não confundamos! A asfixia democrática resulta de um conjunto de exemplos que vivemos em todo o País, de altos funcionários da máquina administrativa do Estado que tinham comportamentos persecutórios inaceitáveis. De resto, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, bem o denunciou em várias circunstâncias.
Mesmo quando Mário Soares diz que Sócrates foi uma das pessoas mais perseguidas desde o 25 de Abril...
Não vou analisar os comentários de Mário Soares, que me merece o maior respeito pessoal e político. Evidentemente que se estava a referir ao facto de Sócrates ter sido envolvido no processo Freeport, que criou suspeições na opinião pública.

sábado, 7 de Novembro de 2009

FERRO FEIRA DA CASTANHA

DERROCADA EM ANDORRA


BONS MAGUSTOS PARA TODOS


sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

PELOUROS DEFINIDOS


Carlos Pinto fica com as relações institucionais, coordenação geral e de projectos especiais e questões jurídicas e contencioso. Luís Fiadeiro, o único vereador social-democrata, a meio tempo, coordenada “a comissão das comemorações dos 140 anos da cidade”, que em 2010 se assinalam. João Esgalhado, fica com os pelouros das obras, aeródromo e urbanismo; Luís Barreiros vai gerir às áreas da administração geral e finanças, património, feiras mercados e cemitérios. Paulo Rosa a cultura e educação, acção social e saúde, juventude e desporto, para além da defesa do consumidor. O novo vereador do PSD, da câmara da Covilhã, Pedro Silva, que acumula o cargo de adjunto do presidente, tem a seu cargo os pelouros das freguesias, recursos humanos, segurança e protecção civil. Para já, o cargo de vice-presidente, não foi atribuído por decisão de Carlos Pinto. Os vereadores do PS não têm qualquer pelouro.

Para o partido socialista, a maioria aumentou o número de vereadores a tempo inteiro, com consequente sobrecarga financeira “não entendemos esta decisão de aumentar o número de vereadores, o que significa o aumento de 50 mil euros, por ano. Numa altura em que está tudo em contenção financeira, não podemos concordar com esta medida, quando a câmara funcionava perfeitamente como estava”, referiu Vítor Pereira, líder da bancada do PS na autarquia covilhanense.

Uma leitura errada da oposição, assegura Carlos Pinto. Apesar da proposta aprovada “permitir o aumento de vereadores a tempo inteiro, até cinco, a estrutura vai manter-se igual ao anterior mandato, por decisão do presidente.”

Na restruturação interna realizada nos diferentes pelouros, criou-se a figura de gestor de projectos. Um responsável, que segundo o presidente da autarquia covilhanense, “vai acompanhar mais em pormenor, as diferentes projectos da autarquia”.

A reunião privada do município onde ainda foram analisadas as taxas do IMI, do IRS, e derrama, praticadas na Covilhã e que vão sofrer um decréscimo de 10%.

César Duarte Ferreira

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Criança da Covilhã com sindrome Floating-Harbor


O meu nome é José Luís Vasconcelos, vivo no Porto e pretendia obter o contacto dos pais da criança que sofre do sindrome Floating-Harbor, que reside na Covilhã, que foi noticiado em Abril de 2008.
O objectivo é obter informações médicas sobre o caso.
Desde já grato pela atenção dispensada.
Com os melhores cumprimentos,
José Luís Vasconcelos

j.l.l.vasconcelos@gmail.com