quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Covilhã aumenta factura da água e resíduos

Aprovado em reunião municipal, com votos contra do PS




A Câmara Municipal da Covilhã, de maioria PSD, acaba de anunciar que os munícipes do concelho vão pagar mais pela água e resíduos. A justificação dada é a necessidade de aproximar os preços praticados com o custo real do serviço prestado.

Em comunicado, a oposição socialista critica as novas taxas, acusando a maioria PSD de "total insensibilidade social" ao aplicar um aumento médio nas facturas "de 1,4 euros passando a taxa de recolha, drenagem e tratamento de resíduos para 1,32".

Segundo o vereador socialista Vitor Pereira, "a maioria PSD penaliza desta forma os consumidores de menores recursos económicos, sacrificando mais quem menos pode pagar, sendo que a factura de água da Covilhã é hoje a mais elevada da região".

Mas segundo João Esgalhado, vice-presidente da autarquia, os novos preços correspondem a um aumento da água "de três por cento nos últimos dois anos, o que é claramente inferior à inflação".

O autarca nega que a água seja a mais cara da região, uma vez que, na factura, "não estamos a falar só do abastecimento da água, mas também do serviço de esgotos e recolha de resíduos sólidos".

"Não temos ouro nem petróleo que nos permitam encontrar receitas que substituam as que advêm dos cidadãos, por isso é preciso pagar os serviços sob pena de não os podermos prestar", acrescenta.

As alterações, que ainda não têm data para entrar em vigor foram aprovadas na reunião do executivo municipal da última sexta-feira pela maioria PSD, com os votos contra dos vereadores do PS.

Outra alteração aprovada vai alterar a periodicidade das facturas, até agora bi-mensais e que vão passar a ser emitidas todos os meses.

Segundo os socialistas, a medida é "uma esperteza" para diluir e disfarçar o aumento, que serve apenas para tornar "mais apetecível" o processo de alienação da empresa municipal Águas da Covilhã, que a autarquia está a negociar com empresas privadas do sector.

O vice-presidente nega que assim seja, sublinhando que a autarquia ainda não tomou nenhuma posição em relação à venda de parte da empresa. Quando à alteração da periodicidade das facturas, sustenta que segue sugestões transmitidas pelos munícipes.

"O Governo do PS tem introduzido o princípio do utilizador pagador nos serviços prestados pelo Estado. Quando o Governo faz isso o vereador e deputado [na Assembleia da República] vota a favor. Quando é o município da Covilhã, tem que encontrar argumentos para fazer crítica", conclui.

11-09-2007

Ka / Lusa

1 comentário:

Carlos Proença disse...

Como consumidor sinto-me muito mal por num Concelho com tanta agua por aproveitar e com bastantes falhas na recolha de resíduos assim como as más intervenções feitas pela A D C que cada vez que faz uma reparação na via publica ali fica um mau remendo para toda a vida.